Ser mãe é uma função que, ainda que incrível e transformadora, traz desafios diários e dilemas peculiares. Por mais que as mães façam o melhor que podem (e qual a mulher que não busca fazer, não é?), sempre há alguém para apontar os defeitos ou criticar as decisões que ela toma com seu filho.

     Em primeiro lugar, vamos reconhecer as evoluções. Sabemos que, se compararmos a geração dos nossos filhos com a nossa ou a de nossos pais, muitas mudanças boas já aconteceram. Cada vez mais há estudos e movimentos que defendem um olhar respeitoso sobre todos os detalhes do desenvolvimento na infância e a formação de suas emoções.

     Dessa maneira, como um processo social natural, é esperado que a geração presente busque criar seus filhos de uma forma mais empática do que a anterior e assim sucessivamente para o futuro. Criar uma criança sempre é revisitar quem fomos, o que nos deu e nos formou e o que desejamos que seja eternizado em nossos filhos, como um caminho de reconciliação e autoconhecimento.

     Por isso que hoje falamos tanto de criação com afeto: para curar o que um dia nos faltou e prevenir o que pode ferir a infância. E não é apenas por você, mas por todos. Muitos estudos científicos hoje estão comprovando a importância de olhar para o desenvolvimento infantil com respeito e, consequentemente, enxergar a maternidade e sua importância nessa construção de um novo ser.


 No palco: a mãe!   

      Se antes a mãe era a pessoa que silenciosamente sustentava o funcionamento da casa, de repente ela foi colocada num palco de julgamentos contínuos sobre suas decisões.

     Amamentou? Até que idade? Não amamentou? Que coisa horrível! Deu chupeta? Doces? Deixou dormir no berço ou na sua cama? É como ver a cura da informação se transformar em arma. 

      Sem perceber, a sociedade criou uma cartilha de “boa” mãe, dividida entre opiniões de gerações diferentes e que ninguém consegue satisfazer plenamente. As mulheres, cansadas, correm diariamente contra o cansaço e suas próprias cobranças. E não é apenas no Brasil, mas sim em todos os lugares! Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos conversou com mães de 28 países diferentes e revelou que 38% delas se sentem frequentemente julgadas (entre as brasileiras o percentual é de 46%). Além disso, da amostra mundial, 36% já foi criticada pela maneira que cria seus filhos e 49% foi acusada de “não saber impor limites”. Dá para perceber a dimensão do problema?

Defenda a sua maternidade

         Para resolver tantos conflitos, o melhor caminho está na confiança. É inegável que a sociedade tem evoluído muito seu olhar sobre a criança e deve buscar evoluir ainda mais, de maneira que as conscientizações abracem também as mães.

        Conheça a sua individualidade. Saiba o que faz de você ser a mãe que é. Estude, aprenda, ouça sobre a infância e as melhores recomendações para todos os aspectos da sua criança, mas saiba que é VOCÊ quem decide.

      Não deixe que a régua de outros meça sua capacidade na maternidade, pois não há nada a ser medido na sua relação com o seu filho. Tudo está doado, esparramado nos detalhes da rotina. Você foi escolhida para esse papel e ninguém mais! A melhor forma de ser uma mãe incrível é VIVENDO A MATERNIDADE da forma imperfeita que ela é. Confie em você!

15 de junho de 2022 — Roberta Machado

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